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O GÊNERO NÃO APITA O JOGO, A COMPETÊNCIA SIM.

  • Foto do escritor: EBDM
    EBDM
  • há 9 horas
  • 1 min de leitura

O que aconteceu em Bragança Paulista não foi um "desabafo de cabeça quente". Foi a exposição de um preconceito estrutural que ainda tenta expulsar mulheres do campo.


Gustavo Marques, autor do gol do RB Bragantino, marcou também um dos gols mais tristes da temporada ao questionar a capacidade de Daiane Muniz — árbitra de elite com bagagem de Copa do Mundo e Olimpíadas — baseando-se exclusivamente no fato de ela ser mulher.


Dizer que "não se coloca uma mulher em jogo desse tamanho" é ignorar a história e o suor de quem conquistou o escudo da FIFA. O pedido de desculpas veio após o "puxão de orelha" da família, mas o dano à imagem do futebol já foi feito.


Até quando o gênero será usado como muleta para justificar frustrações esportivas? O futebol evoluiu. Falas como essa, não.




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